“Mas eu insisto em nós e vim aqui te pedir cuidado. Não me deixa ir embora.
“Eu prefiro olhar para trás e dizer: ”Eu não posso acreditar que fiz isso.” Do que dizer ”Eu gostaria de ter feito isso.
“A gente podia ter tido mais calma. Podíamos ter ido mais devagar. Deveríamos ter segurado a onda e medido as palavras. A gente tinha que ter tentado controlar a raiva para não magoar o outro. Nossos passos tinham que ter sido exatos, nossos tropeços eram pra significar nada perto daquilo que estava começando a ser algo especial e único. Erramos feio. Falamos demais e agimos de menos. Magoamos demais e amamos de menos. Gritamos demais e fomos sensíveis de menos. Lutamos demais e nos entregamos de menos. Relutamos e tivemos medo demais e nos apaixonamos de menos. Erramos feio. Tudo que não era pra ser feito fizemos em dobro. E o que era pra ser… bem, ficamos no saldo devedor, no vermelho. A gente podia ter tido uma história linda. Mágica, pura, sem cobranças, cheia de respeito, livre, saudável e deliciosa como o barulho da chuva. Era pra ter sido amor.
“Eu sabia que, no fundo, iria sentir falta.
Eu não me importei. Não mesmo. Juro. Mas você era minha. Muito minha. Eu não sou possessivo. É que você, sei lá. Era você. E me tinha tanto que doía. Doía tanto que eu nem sentia. E de tanto não sentir, eu ignorei. Ignorei a dor, mas esqueci de te ignorar. Só que eu devia deixar você. Devia deixar o sentimento ir. Então eu fingi. E de tanto fingir, eu me acostumei. Eu sabia que, no fundo, iria sentir falta. Mas eu não me importei. Não mesmo.
“Nunca me conformei com o fim de nada. Por mais que eu sentisse que era a hora.
“Eu quero você. Então seja corajoso e me queira de volta.